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Lanmaoa fragrans (Vittad.) Vizzini, Gelardi & Simonini

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  Lanmaoa fragrans O Lanmaoa fragrans é um boleto de porte robusto e aparência bastante característica, que podemos encontrar associado sobretudo a bosques de árvores de folha larga. O chapéu de tonalidades castanhas, contrasta com o himenóforo de poros amarelos , enquanto o pé, geralmente robusto e sem retículo, pode apresentar tonalidades amareladas e avermelhadas. É uma espécie que se destaca ainda pelo seu agradável odor frutado , característica que está na origem do epíteto específico fragrans , que significa “fragrante” ou “perfumado” em latim. Nuno Figueiredo Género Lanmaoa O género Lanmaoa pertence à família Boletaceae e foi estabelecido em 2015, na sequência de estudos filogenéticos que permitiram separar este grupo de boletos de outros géneros tradicionalmente incluídos em Boletus . Uma das particularidades que caracteriza as espécies deste género é o himenóforo formado por tubos relativamente curtos , uma característica morfológica que, juntamente com outros caractere...

Caloboletus radicans (Pers.) Vizzini

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 Um dos primeiros boletáceos a surgir nas nossas florestas é o Caloboletus radicans .  À primeira vista, pode parecer um pouco monótono, com o seu chapéu esbranquiçado ou bege, por vezes irregular e rachado. Mas basta levantá-lo para descobrirmos uma magnífica superfície de poros amarelos, que contrasta com o aspeto discreto do chapéu e dá ao cogumelo uma beleza muito particular. Uma particularidade que acho interessante nesta espécie é a dificuldade em acertar no momento certo para a encontrar. Já me aconteceu várias vezes procurar o Caloboletus radicans sem sucesso, mesmo sabendo que as primeiras chuvas de verão já tinham chegado. Esta imprevisibilidade torna a procura ainda mais interessante. É preciso conhecer os locais, observar as condições do terreno e, sobretudo, ter alguma paciência. Porque quando finalmente aparece, muitas vezes encontramos vários exemplares onde, dias antes, não havia sinal deles. Nuno Figueiredo História taxonómica A história taxonómica do Calobol...
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Laetiporus sulphureus (Bull.) Murrill, 1920  Nuno Figueiredo O Laetiporus sulphureus é um dos fungos mais vistosos que podemos encontrar nas nossas florestas e parques e, pelo menos em Portugal, é muitas vezes um dos primeiros cogumelos a anunciar a chegada do outono. A partir dos finais de agosto e durante os meses de setembro e outubro, as suas grandes estruturas amarelas e alaranjadas começam a surgir nos troncos e ramos das árvores. Forma grandes aglomerados de corpos frutíferos sobrepostos, com cores que vão do amarelo-vivo ao amarelo-alaranjado e ao laranja. O seu aspeto faz lembrar pequenas prateleiras ou leques empilhados uns sobre os outros. O nome Laetiporus está relacionado com a aparência porosa do fungo, enquanto sulphureus vem do latim e significa “amarelo-enxofre”, uma referência à sua coloração característica. O nome original da espécie foi Boletus sulphureus , descrito por Pierre Bulliard em 1789, tendo a combinação atualmente aceite sido publicada por William A...

Morchella elata (Fr., 1822)

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Nuno Figueiredo A Morchella elata é uma das chamadas "pantorras negras "e tem um aspeto muito característico. O nome “elata” vem do latim e significa “elevada” ou “alta”, uma referência à sua forma mais alongada e vertical em comparação com outras morchelas. O chapéu é cónico e apresenta uma superfície com alvéolos profundos, semelhante a um favo de mel. As "costelas" são mais escuras, quase negras, enquanto os alvéolos podem ser ligeiramente mais claros. Todo o cogumelo é oco por dentro, desde o chapéu até ao pé, que é branco a creme e de superfície lisa. Nuno Figueiredo Esta espécie aparece na primavera e prefere solos ricos em matéria orgânica. É muito comum em zonas perturbadas, mesmo em locais de construção, jardins, caminhos, taludes ou locais com aparas de madeira. Pode surgir tanto em florestas de coníferas como de folhosas. Às vezes aparece isolada, outras vezes em pequenos grupos, e em certos anos pode surgir em grande quantidade. Nuno Figueiredo Frutific...

Amanita ponderosa Malençon & R. Heim, Bull.

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  Nos primeiros dias do mês de março surge um cogumelo especial que anuncia a chegada da primavera nos montados da Península Ibérica. A Amanita ponderosa , conhecida em muitas regiões como silarca , cresce associada às azinheiras e sobreiros, escondida sob solos arenosos. Imagem gentilmente cedida por Tiago Xg Introdução A Amanita ponderosa é um cogumelo pertencente ao género Amanita e à família Amanitaceae . Trata-se de uma das espécies silvestres comestíveis mais apreciadas da Península Ibérica, especialmente em Portugal e no sudoeste de Espanha. Em Portugal é frequentemente conhecida como silarca , tortulho , ou túbera-da-terra , sendo muito valorizada na gastronomia tradicional. Apesar de pertencer ao género Amanita — que inclui algumas das espécies mais venenosas do mundo — esta espécie é considerada comestível de excelente qualidade , desde que corretamente identificada. Ficha de identificação Nome científico: Amanita ponderosa Família: Amanitaceae Nomes comuns: Silarca...