Collybia nuda (Bull.) R.H. Petersen
(Possivelmente conheces este cogumelo por Lepista nuda)
| Nuno Figueiredo |
Introdução geral
Collybia nuda, conhecido pelo seu característico tom violeta, é um cogumelo outonal muito apreciado e fácil de reconhecer. Destaca-se pelo aroma agradável, frutado e floral, e pela sua relativa abundância em florestas e jardins ricos em matéria orgânica. É uma excelente espécie para iniciantes, desde que bem identificada e consumida sempre bem cozinhada.
| Nuno Figueiredo |
Espécies semelhantes / Possíveis confusões
Existem algumas espécies de Cortinarius que causam alguma confusão com esta espécie, nomeadamente do grupo purpuracens, no entanto a ausência de cortina em Lepista e o odor frutado costumam ser significativos para os distinguir.
Existem ainda outras espécies do mesmo género que são também parecidas, Lepista personata , que tem um chapéu cinza e um pé violeta-café, e o comestível Lepista sordida , menor e mais pálido.
Características macroscópicas
Chapéu:
5–15 cm de diâmetro, convexo a plano, por vezes ligeiramente deprimido no centro. Cor violeta a lilás-acastanhado, tornando-se mais pálido com a idade. Superfície lisa, mate ou ligeiramente aveludada.
Estipe:
5–10 cm de altura, cilíndrico, robusto, por vezes ligeiramente alargado na base. Cor semelhante ao chapéu ou ligeiramente mais clara. Interior sólido. Muito comum com restos remanescentes de micélio junto à base.
Himénio:
Lâminas apertadas, adnatas a ligeiramente decorrentes, inicialmente violeta, tornando-se lilás pálido com a maturação.
Carne:
Espessa, firme, lilás-clara a esbranquiçada. Odor agradável, frutado ou floral. Sabor suave.
| Nuno Figueiredo |
Características microscópicas
Esporos:
Elipsoides, lisos, incolores, medindo cerca de 6–8 × 4–5 μm.
| Nuno Figueiredo |
Basídios:
Tetraspóricos.
| Nuno Figueiredo |
Outros elementos:
Ansas de anastomose presentes; ausência de cistídios distintos.
Habitat
Espécie sapróbia, cresce em solos ricos em matéria orgânica, restos de folhas e madeira em decomposição. Frequente em florestas de folhosas e coníferas, parques, jardins e margens de caminhos. Surge isolada, em grupos ou em círculos de bruxas. Frutifica principalmente no outono e início do inverno.
| Nuno Figueiredo |
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Comestibilidade
Bom comestível, muito apreciado, mas deve ser sempre bem cozinhado, pois pode causar distúrbios gastrointestinais se consumido cru ou mal cozinhado. Ideal para saltear, acompanhar carnes ou integrar pratos de outono.
Notas e dicas práticas
• Cozinhar sempre bem antes de consumir
• Preferir exemplares jovens e firmes
• A cor pode desvanecer após colheita ou confeção
• O aroma floral é um bom critério de identificação
• Evitar confusão com espécies violáceas com cortina
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