Lactarius deliciosus (L.) Gray
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| Nuno Figueiredo |
O Lactarius deliciosus é um cogumelo típico do outono, muito apreciado pela sua qualidade gastronómica e pela facilidade de identificação. Destaca-se pela coloração alaranjada intensa e pela libertação de látex cor de cenoura quando cortado ou pressionado nas lâminas. É uma espécie comum em pinhais e bastante procurada por apanhadores, sendo considerada uma excelente opção para iniciantes devido às suas características muito distintivas.
Em Portugal ele tem vários nomes populares como: míscaro laranja, laranjinhas ou até pinheirinhas.
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| Nuno Figueiredo |
Espécies semelhantes / Possíveis confusões
Pode ser confundido com:  |
| Nuno Figueiredo |
- Lactarius semisanguifluus , cujo chapéu adquire uma coloração verde uniforme e cuja polpa, de cor cenoura, torna-se vermelho-vinho quando cortada após algum tempo.
- Lactarius sanguifluus – liberta látex avermelhado mais escuro.
- Lactarius deterrimus – semelhante, mas cresce sobretudo com abetos e escurece mais rapidamente
- Lactarius chrysorrheus – tóxico, com látex branco que amarelece, de tons mais pálidos.
Também pode ser confundido com outras espécies de Lactarius da seção Dapetes , todas comestíveis:Lactarius deterrimus, Lactarius salmonicolor e Lactarius vinosus .
Características macroscópicas
Chapéu:
5–15 cm de diâmetro, inicialmente convexo, tornando-se deprimido ao centro com a idade. Cor laranja a alaranjado-avermelhado, frequentemente com zonas concêntricas mais escuras. Superfície lisa, ligeiramente viscosa em tempo húmido.
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| Nuno Figueiredo |
Estipe:
3–7 cm de altura, cilíndrico, geralmente curto e robusto, da mesma cor do chapéu ou ligeiramente mais pálido, muitas vezes com pequenas cavidades (escrobículos). Interior inicialmente sólido, tornando-se oco com a idade.
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| Nuno Figueiredo |
Himénio:
Lâminas densas, decurrentes, da mesma cor do chapéu ou ligeiramente mais claras, manchando de verde quando machucados ou já muito maduras. Libertam látex laranja vivo quando feridas.
Carne:
Compacta, firme, branca e alaranjada junto à margem.
Odor frutado agradável, sabor suave, um tanto picante.
Características microscópicas
Esporos:
Elipsoides a subglobosos, ornamentados com verrugas e cristas formando uma rede incompleta. Medem aproximadamente 7–9 × 6–7 μm.
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| Nuno Figueiredo |
Basídios:
Tetraspóricos, clavados.
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| Nuno Figueiredo |
Habitat
Espécie micorrízica associada sobretudo a pinheiros (Pinus spp.), em solos ácidos ou siliciosos. Cresce isoladamente ou em grupos, por vezes formando grandes colónias. Frutifica principalmente entre setembro e dezembro, podendo surgir mais cedo ou mais tarde conforme o clima.
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| Nuno Figueiredo |
Comestibilidade
Excelente comestível, muito apreciado na gastronomia tradicional portuguesa e mediterrânica. Deve ser consumido bem cozinhado. Os exemplares jovens são os mais saborosos e firmes. Ideal para grelhar, saltear ou conservar em escabeche.
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| Nuno Figueiredo |
Notas e dicas práticas
• Preferir exemplares jovens e firmes
• Evitar cogumelos muito verdes ou excessivamente atacados por larvas
• Limpar no campo, retirando terra e agulhas de pinheiro
• Cozinhar bem antes de consumir
• Nunca consumir cru
Observações
- Este é o cogumelo silvestre mais consumido em Espanha e eles são conhecidos por Niscalos.
- Por vezes também é possível encontrar este cogumelo com as lâminas cobertas por um mofo branco, que indica que está parasitado por outro fungo ( Hypomyces ) no entanto esta característica não lhe retira a comestibilidade, e segundo alguns relatos, torna o cogumelo mais agradável ao gosto.
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